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TEXTO COMPLEMENTAR

 

Experiência sensorial

Aristóteles afirma que os sentidos (visão, audição, paladar, olfato, tato) nos fornecem informações sobre o ambiente com base na movimentação dos objetos. Ele entende que nossos sentidos são extremamente sensíveis à movimentação dos objetos, sendo que cada sentido recebe informações do ambiente a partir de um canal específico. Por exemplo, os olhos são sensíveis à recepção da luz no ambiente. Quando vemos um objeto, isso indica que ele interferiu de alguma forma na movimentação da luz até ela chegar aos nossos olhos. Cada sentido obtém informações por um canal específico, e quando um objeto provoca movimentação em um desses canais, nossos sentidos captam características do objeto como o odor, o som etc.

 

Níveis de entendimento

No vídeo, conhecemos os níveis de entendimento propostos por Aristóteles (informação sensorial, senso comum, razão passiva e razão ativa), vejamos agora um exemplo prática de como esses níveis se relacionam:

Imagine uma pessoa recebendo uma descarga elétrica. A visão (ver a descarga) e a dor (sentir o choque) representam o nível sensorial da experiência. Já o senso comum, ao sintetizar essas informações, indicaria que há uma fonte comum para essas percepções, a eletricidade. A razão passiva nos sugeriria diferentes formas de usar a eletricidade no dia a dia, já a razão ativa procuraria compreender as leis gerais que regem o fenômeno da eletricidade, compreendendo sua essência.

 

A alma

razaoAristóteles afirma que para se ter uma alma basta que se tenha um corpo orgânico capaz de funcionar. Afirma, ainda, que a alma nada mais é do que as funções desse corpo, ou seja, a alma é um conjunto de funções ou capacidades. Ter uma alma é como ter uma habilidade; a habilidade só existe porque o corpo existe. Os poderes da alma são poderes corporais, são suas faculdades ou habilidades, o que implica em aceitar que ter uma alma é ter um corpo com certas capacidades.

Contudo, o raciocínio, mais especificamente a razão ativa, é uma capacidade da alma que sobrevive à morte do corpo, uma vez que Aristóteles entende que a razão é divina e não tem qualquer relação com o corpo. Logo, ela pode existir sem o corpo. Após separar-se da matéria ela existe de forma pura, sem lembranças, como uma capacidade imortal e eterna.

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Obras sugeridas:

"Aristotle: A Very Short Introduction", de Jonathan Barnes.
“An Introduction to the History of Psychology”, ed. 7, de B. Hergenhahn e T. Henley.
"O Primeiro Motor no Livro XII da Metafísica de Aristóteles", de José da Silva Rafael. Link: https://goo.gl/3k4YNx

 

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