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TEXTO COMPLEMENTAR

 

No vídeo, vimos que Galileu atribui grande importância à observação, à experimentação e à dedução matemática. No que diz respeito à observação, ele a considera fundamental para a descoberta de leis naturais, mas ele também a considera importante para o convencimento de pessoas céticas sobre a existência dessas leis. Na visão de Galileu, a verdadeira realidade é constituída de leis matemáticas que agem sobre o mundo físico, logo, a explicação definitiva para a realidade só pode ser obtida através da matemática.

 

Objetividade e subjetividade

Na visão de Galileu, existem duas realidades, a objetiva e a subjetiva. A realidade objetiva é aquela que pode ser estudada objetivamente, quantificada, compreendida de forma matemática. A realidade subjetiva, por sua vez, é a nossa experiência psicológica, resultado da nossa experiência sensorial.

Embora a realidade subjetiva pareça tão real quanto a objetiva, ela não o é. Na visão de Galileu, a experiência subjetiva como os sabores, odores, cores são experiências que existem apenas no corpo, logo, sem o organismo essas experiências simplesmente desaparecem. Ele entende que nós acreditamos que essas experiências existem independentemente da nossa percepção porque lhes damos nomes como “cor”, “som”, “sabor”.

Galileu considera que apenas a realidade objetiva (os fenômenos físicos) pode ser estudada cientificamente. Logo, ele exclui do universo científico muito do que hoje faz parte da Psicologia, e vários cientistas atuais recusam a Psicologia como ciência pelos mesmos motivos que Galileu o faria em seu tempo. É claro que de lá para cá muitos avanços foram feitos no sentido de se conseguir mensurar e descrever a experiência consciente. Ainda assim, se tais esforços têm sido bem ou malsucedidos é uma questão que permanece em aberto para muitos psicólogos.

 

Homem como máquina

De toda forma, os trabalhos de Copérnico, Galileu e Kepler ampliaram a compreensão do universo que passou a ser entendido como um complexo mecanismo material governado por forças externas. Um cenário no qual a existência de Deus tornou-se minimamente importante, e mesmo a posição do homem nesse grandioso esquema passou a ser fortemente questionada. Se os homens fazem parte do universo natural, logo podem ser explicados em termos naturais. Foi o primeiro passo para que tudo no universo, incluindo o ser humano, passasse a ser entendido na perspectiva mecanicista, ou seja, como parte de um grande mecanismo orientado por relações automáticas e previsíveis.

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Obras recomendadas:

“A Conceptual History of Psychology”, de John D. Greenwood.

“The Rise of Modern Philosophy”, de Antony kenny.

“An Introduction to the History of Psychology”, ed. 7, de B. Hergenhahn e T. Henley.

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1 Comentários | Deixe o seu comentário
  • Caio Henrique Cupertino Guarido

    Muito bom, amei de vdd. Porém algo me intriga é o olhar científico para a Psicologia...

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