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Sullivan afirma que vivenciamos dois tipos de tensões: as necessidades e a ansiedade. As necessidades apresentam-se em dois tipos básicos, aquelas que surgem das necessidades biológicas e aquelas que são culturais ou aprendidas; na vida real, entretanto, esses dois tipos de necessidades estão muito inter-relacionados. Um bebê, por exemplo, não pode satisfazer suas próprias necessidades biológicas, ele precisar ser cuidado. Por isso, Sullivan escreveu bastante sobre a necessidade de ternura, de relações de intimidade. Devido à necessidade de um cuidador e de ternura, o bebê se vê em um mundo no qual ele precisa de relações interpessoais para que possa sobreviver e desenvolver-se psicologicamente.

A ansiedade resulta de ameaças reais ou imaginárias, mas também pode ser causada por uma figura materna ansiosa. Em qualquer caso, ela pode ser particularmente intensa no bebê, pois ele não pode fazer nada para escapar à ansiedade. Além disso, diferentemente das necessidades biológicas, que se orientam a formas claras de satisfação, a ansiedade é uma tensão que não aponta para um modo de satisfação.

A única forma de lidar adequadamente com a ansiedade, segundo Sullivan, é pela busca de segurança interpessoal, ou seja, a sensação de segurança (que é o oposto da ansiedade) só pode ser obtida através de relacionamentos que ofereçam ternura e empatia, ou seja, intimidade. Na visão de Sullivan, nós somos capazes de vivenciar a empatia muito antes de conseguirmos compreender expressões emocionais, ou seja, compartilhamos sentimentos com outras pessoas através de uma capacidade inata para empatia desde que somos bebês.

Isso indica que um bebe não é um mero recipiente das relações nas quais está envolvido, ele é uma pessoa ativa e engajada. De forma semelhante, as crianças não apenas esperam por segurança, elas se envolvem ativamente em pensamentos e comportamentos em busca de segurança psicológica.

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Obras sugeridas:

“Theories of Personality”, 7 ed., de Jess Feist e Gregory Feist.

“Personality Theory: A Multicultural Perspective”, de Mark D. Kelland.

“Theories of Personality”, de Steven G Carley.

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